Transgressões: Estudos sobre Trabalho

O Núcleo Trabalho, Psicanálise e Crítica Social fundado em 20 de Novembro de 2017 pelos professores Ana Magnólia Mendes e Emilio Peres Facas é consequência dos resultados, debate e tensões produzidos pelas pesquisas realizados nos últimos cinco anos no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho- LPCT, criado em 2007 no Departamento de Psicologia Social e do Trabalho. Participam do Núcleo professores, pesquisadores, estudantes e profissionais que articulam a psicanálise e a crítica social nos estudos sobre trabalho. Integra diversos projetos de pesquisa teóricos e empíricos,  e de práticas profissionais e institucionais. Uma das linhas do Núcleo é Transgressões: Estudos sobre Trabalho, coordenada pelo Prof. Emílio Peres Facas (http://lattes.cnpq.br/0677240696349106www.psto.com.bremilio@unb.br).

Esta linha envolve estudos em nível Doutorado, Mestrado e Graduação, estruturando-se nos eixos temáticos:

 

Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho – PROART: Dimensões Clínicas e Políticas

Mapear os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, visando verificar a relalção entre trabalho e saúde do trabalhador por meio do PROART- Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais Relacionado ao Trabalho, composto por quatro escalas: Organização Prescrita do Trabalho, Estilos de Gestão, Indicadores de Sofrimento Patogênico e Danos Físicos, Psicológicos e Sociais. O PROART oferece subsídios para: elaborar estratégias de intervenção no clima, saúde e qualidade de vida no trabalho; avaliar os exames médicos periódicos, perícias médicas, política de afastamento e reabilitação no trabalho; desenvolver práticas institucionais voltadas para prevenção, promoção e proteção da saúde do trabalhador; e construir políticas públicas de saúde.

Trabalho Vivo e Destinos Políticos do Sofrimento
Estudos sobre a categoria “trabalho” guardam uma responsabilidade: romper com essa distorção do sentido do trabalho e entende-lo para além de uma mera ação de produção objetiva. Assumir esta responsabilidade faz-se ação política e de resistência aos modos perversos de estruturação das organizações do trabalho.  Entender o trabalho vivo dos trabalhadores permite que o pesquisador torne vivo seu próprio fazer e rompa com o sentido instrumental do trabalho. Busca-se então, por meio de entrevistas clínicas, entrevistas narrativas e anamneses profissionais, investigar o trabalho vivo em suas dimensões psíquica e sociopolítica.